Não sei que sentir. Não percebo. O meu estado de espírito muda de uma forma tão inconstante. Tão inconstante que se torna assustador. Sorrisos intercalam lágrimas, a felicidade confunde-se com a dor. Tanto estou bem, como estou mal. Momentos passam sem eu saber qual dos dois se aplica a mim. Alturas do dia que não sei explicar a mim mesma o que sinto. Serei normal? Por vezes penso que não. Por vezes dou por mim a questionar-me por tudo e por nada. Sinto-me deslocada disto tudo, de tudo o que me rodeia. Fecho-me no meu mundo à parte e a solidão é a minha companhia. Nesses momentos sou apenas eu e a solidão. A solidão e eu. Mais ninguém é capaz de entrar neste mundo que construí. Mas depois penso, e chego à conclusão que se calhar fui eu que edifiquei muros tão altos e barreiras tão fortes que não deixam ninguém entrar. O ser humano não é perfeito, e eu estou mesmo muito longe de o ser. Milhares de anos-luz me separam da perfeição. Mas será que alguém, algum dia será capaz de me ajudar a destruir as barreiras que me separam do “mundo real”? Será que alguém, algum dia conseguirá entrar neste meu mundo à parte e ajudar-me a ser feliz? Respostas não possuo em mim. Neste momento vivo de forma tão instável que não consigo sentir-me inteiramente feliz. A minha vida é algo a que nem eu própria sem dar significado. Ainda não descobri o porquê de ter vindo a este mundo, mas no fundo sei que por algum motivo isso aconteceu. E terei de ser eu a descobrir.
(NicoleCarvalho)
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