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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A tua partida. Um começar de novo.

Não quero reconhecer que o teu fim sucedeu ontem. Porque o teu desaparecimento dói. Não, eu não quero aceitar. Não, eu não quero admitir que a tua partida tenha sido tão repentina, tão dolorosa. Foste importante para mim, e se não o sabes, devias saber. Estejas onde estiveres, só te quero dizer que foste um capítulo da minha vida. Mas não foste apenas “mais um capítulo”. Fizeste-me esquecer as coisas más da minha vida e fizeste-me sorrir por momentos. Fizeste-me sentir especial. Agora, agora choverão caudais de água carregados de mágoa e desilusão. Cairão lágrimas dos meus olhos que desaparecerão no vazio da minha alma. Um dia, quando a dor da tua perda não se fizer sentir tão aguda, eu irei conseguir encontrar-me novamente. Fechar o teu capítulo e começar um novo. Por agora, resta-me fazer o teu luto. Só assim conseguirei seguir em frente. As recordações de nós ainda estão vivas. Os momentos passados contigo, ainda que poucos, repetem-se na minha mente como cenas de filme em câmara lenta. A tua imagem teima em acompanhar-me. O som da tua voz ecoa dentro do meu espírito como se de um disco riscado se tratasse. O espectro de ti chega mesmo a cruzar-se comigo. É tão estranho. Uma mistura de sensações. Um turbilhão de sentimentos antagónicos. Mas isso não muda nada, porque eu sei que não voltarás. Sei que a tua partida é definitiva. Por isso, eu estou a aprender a lidar com a tua ausência. E um dia ela já me será indiferente. Um dia conviverei com a ideia de que exististe, deixaste a tua marca e desapareceste. E isso já não me afetará mais. Serás apenas mais uma memória no meio de muitas. Nem boa nem má. Apenas uma memória. E assim me despeço, adeus.

(NicoleCarvalho)

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