De que nos servem as palavras proferidas pelas pessoas que nos abandonaram quando mais precisávamos? O que são realmente essas palavras ditas com tanta convicção e certeza? De que me servem essas promessas, essas juras, se agora estou aqui sozinha, sem ninguém para me secar as lágrimas? Sem ninguém para me abraçar bem forte, sem ninguém para me dar apoio e transmitir um pouco de segurança? O que são as palavras se as pessoas não as sentem quando as dizem? Que importância tem um aglomerado de letras? Aglomerado esse proclamado de tal forma hipnotizante, como se de uma música de embalar se tratasse. Mas, essas frases outrora pronunciadas, calorosas no instante, mas gélidas e traiçoeiras no seu fundamento mais essencial, deixam-me um grande vazio na alma. Apenas me trazem à tona sentimentos amargurados. Desilusão, mágoa. Não entendo. Se não são verdadeiras, se não são sentidas, para quê exprimi-las? Essas malditas palavras sem qualquer razão de ser? Para quê? Poucas são as pessoas que quando falam, sentem. Que quando prometem, cumprem. Que depois da teoria, passam à prática. Poucas (ou quase nenhumas) são as pessoas que cujas palavras são posteriormente comprovadas nas atitudes que tomam. Infelizmente é no mundo em que vivemos. Não! Correção: infelizmente, é no que o ser humano se tornou.
(Nicole Carvalho)
Sem comentários:
Enviar um comentário