Futuro. Uma palavra que dá para pensar. Uma palavra que parece tão simples, mas que vem carregada de fardos pesados. Incerteza, medo, confusão. O que é que uma pessoa pode dizer acerca do futuro? Nada é 100% garantido. Tudo é 100% indefinido. Não existem certezas. Existem hesitações. Não há pontos finais. Há reticências. Sonhos, objectivos, metas. Sim, vivemos para conseguirmos alcançá-los, só assim seremos felizes. Mas, e se não os tivermos? Não poderemos ser felizes? Devemos procurá-los no interior do nosso ser? E se os procurarmos e não os encontrarmos? Frustração. Um sentimento tal que não se consegue exprimir. Com o qual não se sabe lidar. Uma sensação terrível. Como se estivéssemos perdidos no meio do mar, à deriva, sem encontrarmos o nosso rumo. Sem encontramos o nosso porto seguro. Sem sabermos o porquê da nossa existência e curta estadia neste mundo. E se não conhecermos o nosso rumo, o futuro torna-se ainda mais assustador. Mais nos intimida. Sentimos medo. Medo de não saber o que nos espera. Dúvidas percorrem-nos o pensamento, consomem-nos por dentro. Não nos deixam reagir. Não nos deixam raciocinar. Será que serei a mesma pessoa? Estarei aqui ou noutro lugar? O que estarei a fazer? Conseguirei ser feliz? Estas perguntas perseguem-nos e por muito que a procuremos, não conseguimos encontrar uma resposta que as satisfaça. Uma resposta que as silencie. Uma resposta que as faça parar de ecoar repetidamente na nossa mente perturbada por tantos pontos de interrogação.
Resta-nos por fim esperar. Resta-nos a esperança. A escassa esperança que um dia teremos todas as respostas. Respostas essas que serão como um sol. Um sol que afastará todas estas nuvens escuras que insistem em perseguir-nos. Respostas que nos ajudarão a construir o nosso futuro. Até lá, permanecerá incerto. Futuro incerto.
(NicoleCarvalho)
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