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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Desabafo inquieto.

Esta sensação invade-me, percorre o meu corpo até à mais ínfima entranha. Estrangula-me de tal forma que não consigo respirar o ar puro. Esta estranha sensação apodera-se de mim e assume controlo do meu corpo. Lidera a minha mente, o meu pensamento. Já não penso em nada. E penso em tudo. Este mundo não é o meu. Não pertenço aqui. Este mundo não foi feito para mim. Ou eu não fui feita para este mundo. Sou um ser que vagueia sem destino. Olho-me ao espelho. O que vejo? Um olhar vazio. Lágrimas caídas e petrificadas. Coração que bate descompassadamente. Um sorriso forçado. Uma expressão desabitada de felicidade. O reflexo que vejo é estranhamente desconhecido. Ilusoriamente concebido. Abstracto. Um reflexo apagado de mim. O sentimento que se apodera de mim faz-me cair, e cair, e voltar a cair. Não consigo chegar ao cume da montanha. Perco as forças e deixo-me cair no vácuo da vida. Este sentimento faz de mim aquilo que sou. Alma irremediavelmente perturbada. Geladamente inquieta. Ardentemente confusa. Puramente vazia. Simplesmente destruída.

(NicoleCarvalho)

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